sábado, 28 de fevereiro de 2015

Falta d´água é debatida na Câmara Municipal de Salitre, no Cariri Oeste

Foto: Flávio Pinto

A segurança hídrica do município de Salitre, no Cariri Oeste, foi debatida em Ação Civil Pública, realizada nesta sexta-feira (27), na Câmara Municipal. Os 11 vereadores do poder legislativo municipal, juntamente com o prefeito Rondilson Ribeiro (PT), e representantes da Cagece, Cogerh, Defesa Civil e Exército discutiram quais as melhores ações a ser implantadas com caráter emergencial no município, que ameaça entrar em colapso por falta d´água até na zona urbana.
Considerado um dos municípios com menor índice pluviométrico do estado, a água já é escassa na zona rural, que desde o mês de novembro passado, vem sendo assistida por caminhões-pipas coordenado pelo Exército. Nos últimos dois meses a situação se agravou, pois a água distribuída pela Cagece não chega na maioria das torneiras das residências localizadas na sede do município.
A maior parte da população está sendo obrigada a comprar água de carroceiros que a retiram de uma cisterna mantida pela prefeitura e Cagece, para ter direito de ter água em casa. Apesar ser imprópria para o consumo humano, o camburão de 200 litros é vendido por R$ 5,00.
SOLUÇÕES
Entre as soluções apresentadas pelos participantes se destacou a alternativa da Cagece. Segundo o gerente do escritório do órgão para Cariri Oeste, Sérgio Luiz, a Cagece possui quatro poços profundos que garantem o abastecimento da água em Salitre, porém dois deles estão parados por problemas técnicos. "Um deles foi entrou em funcionamento em 2014, mas apresentou problemas na bomba importada e está sendo restaurada ou vamos adquirir uma nacional para substituí-la em caráter emergência", disse Sérgio Luiz. "Nos próximos dias, técnicos do órgão irão reavaliar os poços e dentro de 15 dias, teremos um laudo pra apresentar à direção, para que as medidas possa ser sanadas", completou.
Já o prefeito Rondilson Ribeiro destacou a importância da construção de uma adutora que possa bombear água de um açude de Araripe para Salitre, numa distância aproximada de 60 quilômetros. A ideia foi aprovada por todos os participantes. O prefeito também lamentou a ausência de representantes do Governo do Estado, que apesar de convite, sequer houve resposta.
Estiveram presentes à Ação Civil Pública, além do prefeito Rondilson Ribeiro, o presidente da câmara, vereador Alderir Fialho (PT), os demais 10 parlamentares, a vice-prefeita do município, Júlia Cristina Miranda, o médico e líder político Edmilson Miranda, o coordenador da Defesa Civil, Manoel Filho, o coordenador da Cogerh, Mardônio Mapurunga, e o tenente do Exército, José Matos, entre outros.